A Arte de elaborar um bom azeite pensando nos mais diversos paladares humanos

azeite

 

 

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Falar sobre um tema mais abrangente e tentar ao mesmo tempo estabelecer padrões de qualidade que cheguem aos mais diversos paladares humanos é uma arte e um desafio a ser vencido.

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Todos nós que estamos no ramo e na arte de provar,eleger,nomear e ,quando atuamos nos mais diversos concursos ao redor do mundo,  de divulgar os mais amplos benefícios do azeite de oliva,  sabemos, falamos e estabelecemos parâmetros de qualidade identificando os melhores  e discorremos sobre a  elaboração de um  bom azeite , mas nem sempre esses elementos pré-condicionados  atingem  os mais diversos públicos. Esse, portanto, é um desafio a ser vencido no decorrer do tempo.  O paladar e a culinária nos mais diversos pontos do planeta estão a requerer novos estudos a respeito de  como harmonizar os pratos. O que o consumidor,  por exemplo,da China com a sua cultura milenar e com a sua culinária quer é muito diferente  do que no outro extremo   a  culinária do Brasil necessita.

O que estou querendo dizer com isso é que, em um futuro próximo, em função dos movimentos dos mercados consumidores vamos ter que entrar em uma sofisticação maior na hora de elaborar azeites de qualidade. Porque isso? Hora  o grande avanço na estrutura de produção , no valor agregado do produto , necessariamente passa por esse tipo de diferenciação.

É dificil trabalhar essa questão? Penso que não porque os movimentos das mais diversas gamas de diferentes culinárias,locais, regionais cada vez mais se sobresaem. As pessoas no mundo moderno viajam, circulam e um dos grandes motivos de seus movimentos  são turísticos. Não podemos, no entanto, massificar a questão da produção de azeites estabelecendo alguns padrões que não se aplicam muitas vezes  nas diferentes culinárias mundiais.

A produção de azeites pode e deve ter um valor agregado distinto  porque  esse alimento é distinto.  Existe mercado para qualidade e para bons azeites . A produção mundial comparada com as demais gorduras é insignificante , então porque  não se trabalhar mais nessa questão da qualidade voltada para harmonia com as diferentes gastronomias mundiais. O mercado de bons azeites  é e sempre foi comprador.

Temos e formamos bons profissionais no oficio  de elaborar, qualificar e estabelecer excelentes azeites de oliva. Um bom exemplo disso é a Universidade de Jaén com seu Curso de Expert em Azeite de Oliva Virgem que tive o prazer e a satisfação de frequentar  e que me deu um outro norte na arte de compreender a questão da elaboração de azeites .

As empresas em um futuro próximo terão que ter ao seu lado mais  profissionais especializados nesse quesito. Esse é o grande desafio.Essa será a grande diferença entre as mais diversas estruturas industriais ao redor do mundo.

Não estou a falar aqui do uso e costume dos nativos de cada país produtor  e sim o trabalho longo e árduo de ampliar mercados consumidores que estão abertos e receptíveis para receber azeites que façam a sua culinária crescer  e atrair mais e melhor os movimentos turísticos que são uma grande fonte de renda para as comunidades internacionais.

Dentro do espaço desse blog tento mostrar  algumas possibilidades com a nossa culinária local fazendo e experimentando alguns azeites que pessoalmente elaboro e tento fazer  o maior número de harmonizações possíveis com os nossos pratos. Nada melhor  que passar da teoria para prática .Assim temos condições de  falar sobre o tema com mais propriedade.

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